O Programa Cultivando Água Boa (CAB) é uma proposta da Usina Hidrelétrica Itaipu Binacional para a gestão sócio-ambiental ao território de influência de sua represa. Criado para cuidar da água, do solo e da vida, o programa Cultivando Água Boa desenvolve iniciativas de sustentabilidade ambiental em 29 municípios da área de influência da usina, a Bacia Hidrográfica do Paraná III.
Ao todo, são 20 programas e 63 projetos/ações de responsabilidade sócio-ambiental desenvolvidos na verdadeira unidade de planejamento da natureza, que é a bacia hidrográfica.
Adota como princípio o sistema de ciclo PDCA (Planejamento, Execução, Verificação, Análise Crítica e Revisões).
O programa Cultivando Água Boa tem a Itaipu Binacional como instituição-âncora e é executado por 1.700 organizações (governamentais, ONGs, prefeituras, instituições de ensino, associações comunitárias e empresas) na Região Oeste do Paraná.
Trata-se de um conjunto de diversos projetos voltados à readequação das atividades econômicas na região (especialmente a agropecuária), à educação ambiental e à preservação da biodiversidade, executados em 59 microbacias que fazem parte da Bacia do Paraná 3, como é chamada a área de drenagem conectada a margem esquerda do reservatório da hidrelétrica. Entre os projetos do Cultivando Água Boa, está a Gestão Ambiental de Bacias Hidrográficas, que promove a readequação ambiental de propriedades rurais.
Na bacia do rio São Francisco Verdadeiro, o programa está presente nas seguintes microbacias:
• Arroio Fundo;
• Sanga Gaúcha;
• Facão Torto;
• Água do Leão;
• São Pedro;
• Córrego Descoberto;
• Rio Guavirá;
• Córrego Água Branca;
• Sanga Mandarina;
• Sanga Santa Rosa;
• Córrego Panambi;
• Rio Toledo;
• Sanga Funda;
• Córrego alegre;
• Córrego Lajeado;
• Córrego Poço Grande;
• Córrego da Várzea;
• Sanga Mandaguari;
• Sanga Lopei.
Nessas microbacias foram trabalhadas, até o momento, 1.332 propriedades rurais. Veja as microbacias aqui.
O trabalho de readequação das propriedades começa com a visita de alunos das universidades parceiras ou de profissionais de empresas incubadas no Parque Tecnológico Itaipu, que, sob a orientação de professores e técnicos do programa, fazem um diagnóstico dos passivos ambientais. A partir desse diagnóstico, é elaborado gratuitamente o projeto de controle ambiental. Com esse projeto em mãos, o produtor pode fazer o licenciamento ambiental (Sisleg) junto ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Além disso, o projeto trabalha outros aspectos ambientais das propriedades, como a recuperação de matas ciliares, que são protegidas por cercas, assistência técnica gratuita para a conservação de solos, instalação de abastecedouros comunitários, coleta seletiva de embalagens de defensivos agrícolas e a readequação de estradas (a readequação não significa apenas tornar a via mais transitável, mas sim fazer com que a sua enxurrada seja dirigida toda para as lavouras, evitando a contaminação dos rios com agrotóxicos).
Abaixo estão listados alguns projetos contemplados no programa. (área em desenvolvimento)
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O Programa Gestão Ambiental de Bacias Hidrográficas em Propriedades Rurais da Bacia do Paraná III vem sendo desenvolvido pela Itaipu Binacional / Diretoria de Coordenação desde 2003. A metodologi...
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Todo o processo de implantação do Cultivando Água Boa passa pela sensibilização e conscientização das pessoas envolvidas e da comunidade em geral, com a disseminação de valores e saberes que ...
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