A pesca extrativa é uma ameaça permanente à ictiofauna do reservatório de Itaipu. De forma a desestimulá-la, a Itaipu incentiva os pescadores da margem brasileira a se tornarem piscicultores.
A empresa criou três parques aqüícolas no lago (Ocoí, São Francisco Falso e São Francisco Verdadeiro), onde já foram instalados mais de 600 tanques-rede, cada um deles com capacidade de produzir em torno de 400 kg por ano.
Os parques estão localizados em áreas adequadas à aqüicultura, sem oferecer riscos ao meio ambiente, de acordo com o decreto 4.895/2003 e uma Instrução Normativa Interministerial.
O uso dos tanques-rede é cedido pela Itaipu a famílias de pescadores, que recebem também assistência técnica e ração para os peixes até a fase juvenil. Cada família tem direito a dois tanques.
Em contrapartida, os piscicultores doam 5% da produção anual à Itaipu, que a repassa para o programa Fome Zero, do governo federal. No caso do reservatório, a concessão de uso para a criação de peixes em cativeiro representa a fase final da regularização dos tanques-redes do projeto "Mais Peixes em Nossas Águas", do programa Cultivando Água Boa.